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Desafio é repensar o home office, diz CEO da Sankhya

Retomada, segundo Felipe Calixto, ainda está em processo de readaptação da volta ao presencial

Do CNN Brasil Business*

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O mercado de trabalho teve que se reinventar durante a pandemia, com o trabalho remoto se tornando realidade. Agora, o desafio das empresas é trazer o colaborador de volta ao trabalho presencial, principalmente aquele que prefere esse modelo de trabalho, avalia Felipe Calixto, CEO da Sankhya, empresa que oferece suporte tecnológico à gestão empresarial.

Com 50 unidades de negócio, a empresa tem mais de dois mil funcionários, e o CEO aponta esse como um dos principais desafios de gestão neste momento de retomada. 

Como uma empresa de tecnologia, a migração para o modelo remoto no chegada da crise sanitária não foi difícil na companhia. Ainda assim, Calixto conta que a parte emocional foi impactada por todo o cenário da época. “Todos nós sofremos por de repente ficar dentro de casa”. O impacto financeiro veio como consequência do freio nas atividades, principalmente entre os clientes que atuavam na área de eventos, lembra Calixto. “Tivemos que nos adaptar muito rápido e conseguir crescer, ainda que em menor proporção que o esperado”.A retomada, segundo o CEO, ainda está em processo. “Todo mundo acostumou com o trabalho remoto, então estamos passando por um período de adaptação com os profissionais, maioria da área de tecnologia, voltando para o escritório. Em geral, pessoas com perfil mais introspectivo, que gostam de trabalhar mais isolado”. Como parte dessa readaptação, a Sankhya tem promovido ações e eventos para readaptar esses funcionários. “A socialização é importante”, afirma o executivo.Calixto avalia que o setor de tecnologia está “encantado” com as facilidades que foram aceleradas no período, incluindo esse modelo remoto de trabalho, mas que o tema ainda gera uma polarização. “Muitos empresas defendem o home office 100%, e tem muitas que defendem a volta ao modelo tradicional no escritório, mas a pandemia nos ensinou que dá para conciliar os dois modelos”.O próprio CEO diz preferir a conciliação dos dois modelos, o chamado híbrido, já que, segundo ele, já há pesquisas apontando que a criatividade e a inovação foram um pouco perdidas no momento de maior isolamento das equipes. “Sou um dos que gostam de criar junto com as pessoas. Então penso que algumas atividades serão melhor resolvidas se for no presencial. E outras podem ser muito mais fáceis de fazer no remoto, e sem problemas.”

Cenário doméstico

Sobre o momento de indefinições políticas e econômicas do país, Felipe Calixto diz que a empresa tem “a filosofia do protagonismo”, ou seja, independentemente do que acontecer no país, a companhia e seus executivos têm que fazer a sua parte. “Sofremos, sim, os impactos da macroeconomia, mas temos que remodelar nossa estratégia para se adequar a isso. Então acho que vai ser um ano positivo e que a gente vai conseguir crescer, não só a Sankhya, como outras empresas, já que vejo que o Brasil está acelerado, vejo um aquecimento forte.”Calixto está otimista para 2023. “Acho que ano que vem o país vai retomar com força na economia”.Para o setor de tecnologia especificamente, o executivo acredita que outro desafio “gigante”, que é fazer uma transformação no modelo de negócio. “Nosso mercado é relativamente novo, tem cerca de 30 anos, mas precisa sofrer uma mudança muito grande no modo de entregar o nosso produto para o nosso cliente, e a Sankhya está investindo muito nisso nos últimos três anos, e acho que todos nossos concorrentes terão que pensar sobre um processo de implementação de sistema menos dolorido”. 

*Texto publicado por Ana Carolina Nunes

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